Durante anos, o apartamento de três ou quatro dormitórios frente-mar foi o símbolo do investimento em Itapema. Em 2026, porém, um formato bem menor roubou a cena: studios e apartamentos de 1 dormitório. Eles custam menos para entrar, alugam com facilidade e viraram o foco de investidores que buscam liquidez e renda. Mas será que o compacto é realmente um bom negócio — ou é só modismo de mercado? Reunimos os números atuais da região para você decidir com base em dados, não em achismo.
Por que o compacto virou o queridinho do investidor
A valorização de Itapema é o pano de fundo. O metro quadrado residencial da cidade já passa de R$ 15 mil, segundo o Índice FipeZAP, colocando o município entre os mais caros do Brasil. Nesse cenário de preços altos, a unidade compacta se tornou a porta de entrada mais acessível para quem quer um imóvel na cidade.
E a procura explodiu. De acordo com a plataforma DWV, a busca por imóveis compactos no litoral norte catarinense cresceu 179% no primeiro semestre de 2025 em relação ao semestre anterior. Há uma lógica demográfica por trás disso: o número de pessoas por domicílio vem caindo no Brasil, e casais sem filhos, solteiros e investidores de locação formam um público cada vez maior — exatamente o perfil que o studio atende.
Some-se a isso a força da locação: o aluguel residencial em Santa Catarina subiu quase 13% em doze meses, bem acima da inflação. Imóvel pequeno, bem localizado e fácil de alugar vira um ativo de giro rápido.
Quanto custa entrar
O preço de entrada é o grande atrativo. Unidades compactas na Meia Praia costumam variar entre R$ 380 mil e R$ 650 mil, bem abaixo do ticket de um apartamento familiar frente-mar. Vale uma observação importante: por metro quadrado, o compacto custa mais caro — dados do CRECI-SC apontam que studios na região ficam em torno de R$ 11,2 mil/m², contra cerca de R$ 8,4 mil/m² das unidades maiores. O investidor paga um prêmio por metro, mas desembolsa um valor total menor e ganha liquidez.
Quem quer maximizar o retorno costuma olhar para a planta. Comprar na fase de lançamento permite capturar a valorização da obra e parcelar a entrada direto com a construtora — uma forma de alavancar o investimento com menos capital inicial. A oferta ajuda: a região tem dezenas de empreendimentos em obras com entrega prevista para 2026 e 2027, muitos deles concentrados em Meia Praia, o bairro mais buscado por turistas.
Rentabilidade: o que esperar de um studio para locação
É aqui que o compacto mostra sua força. Pela alta demanda turística, a locação por temporada entrega yields estimados em 8% a 11% ao ano em imóveis bem administrados — acima da média de cerca de 6% do aluguel residencial tradicional no Brasil. A ocupação na alta temporada (dezembro a fevereiro) chega a 92% a 97%.
O ponto de atenção é a baixa temporada, quando a ocupação pode cair para a faixa de 45% a 60%. Por isso, o studio ideal para renda é aquele pronto para gerar caixa o quanto antes: apartamentos mobiliados e prontos para morar saem na frente, porque podem ser anunciados desde o primeiro dia, sem espera por obra nem gasto adicional com mobília.
Vantagens e pontos de atenção
Resumindo o que pesa a favor do compacto como investimento:
- Menor ticket de entrada: você acessa um imóvel em uma das cidades mais valorizadas do país com um aporte menor.
- Alta liquidez: por custar menos, o studio tem mais compradores potenciais na hora de revender.
- Boa rentabilidade de locação: especialmente na temporada, o retorno supera a renda fixa tradicional.
- Demanda estrutural: a tendência de domicílios menores sustenta a procura no longo prazo.
E o que exige cautela:
- Preço por metro mais alto: o compacto é caro por m², então a escolha do empreendimento e da localização é decisiva.
- Sazonalidade: a renda de temporada oscila, e a baixa estação pede estratégia de preços e boa gestão.
- Custos operacionais: administração, limpeza, condomínio e IPTU reduzem a rentabilidade líquida — o número bruto não é o que entra no bolso.
Para quem esse investimento faz sentido
O studio é indicado para o investidor que quer entrar no mercado de Itapema com capital mais enxuto, prioriza liquidez e aceita a sazonalidade da temporada em troca de um bom yield. Também funciona bem para quem busca diversificar o patrimônio com um segundo imóvel de giro rápido. Já quem procura renda estável e mínimo esforço de gestão pode preferir um compacto em locação anual ou uma unidade maior — cada objetivo pede uma estratégia.
Conclusão
Studios e apartamentos de 1 dormitório deixaram de ser opção secundária e se tornaram um dos motores do mercado de Itapema em 2026. São acessíveis, líquidos e rentáveis — desde que a compra seja feita com critério de localização, empreendimento e estratégia de locação. Antes de fechar negócio, vale conversar com quem acompanha de perto cada lançamento e cada bairro da cidade. Nossa equipe pode ajudar a encontrar o compacto com o melhor equilíbrio entre preço de entrada, renda e potencial de valorização para o seu objetivo.